"Era uma vez um dragão azul chamado Kiko que tinha um amigo inseparável, o
Rafa. Os dois andavam sempre juntos, brincavam juntos, comiam juntos e contavam
todos os seus segredos um ao outro. Só não dormiam juntos, porque o
dragão ressonava muito e vivia numa gruta.(...)
“O Plast&Cine 2017 foi, indubitavelmente, um marco importante na
forte componente cultural que a cidade de Bragança já detém.
Ao longo de muitos séculos, o homem tem passado todos os dias da sua vida amarrado a uma enorme inquietação “que é o de saber em que consiste o princípio da matéria que dá forma ao universo e de como é feito o pensar do mundo espiritual que o envolve”.
More info →“Às vezes andamos perdidos, por vezes até andamos às escuras, com bastantes obstáculos e até com medo, exatamente como os personagens desta história. Eles perseguem um sonho, o que é bastante habitual entre os humanos. Mas para o alcançarem têm de escolher um entre dois caminhos: optam pelo caminho misterioso, o que dá acesso às mais belas paisagens e histórias, mesmo sendo o mais longo e difícil, o mais desconhecido. (...)
Vão caminhando, como qualquer um de nós, descobrindo que o caminho é um mistério atrás de mistério...”
Joaquim Azevedo
In nota introdutória
Não gosto de leituras reducionistas, ou feitas a partir de uma teoria. Gosto de leituras criativas e pluridimensionais.
Do entrecruzamento de mundos na poesia, dos que atingem a travessia da vida com expressão contemporânea e intemporal.
Assim é Benedita Stingl: A ESCUTA E OS SENTIDOS. O MAR E A LIBERDADE.
A ESCOLHA E A VIAGEM completadas pela objetiva de Sérgio Santos
Avelina Ferraz
António Pereira, o oitavo de onze irmãos, nasceu no seio de uma família que, além de numerosa, era muito pobre.
Maria Felizarda era a filha mais velha da distinta família Peres de Vasconcelos, uma das famílias com mais pergaminhos em todo o concelho.
Quando os dois jovens se apaixonam, tendo consciência de que com o emprego que António tinha não conseguiria manter o nível de vida a que a sua amada estava habituada, resolve emigrar para o Congo Belga ou Zaire, ficando a trabalhar numa empresa de construção rodoviária, no Interior.
Maria passa a semana à espera da sexta-feira. Tem 29 anos, vive num pequeno apartamento e o seu objetivo principal é a ascensão profissional. Tem tudo sobre controlo, é uma jovem adulta, empenhada, trabalhadora e sabe claramente onde e como quer chegar. Passa os seus dias numa grande consultora, em frente ao seu computador e quando tem tempo aproveita para estar com os seus pais. Está um pouco desligada dos seus amigos, mas apenas por uma questão de prioridades. Quando tiver chegado onde quer volta a restabelecer ligações e a preocupar-se mais com a vida social. Tem tempo e agora é hora de se focar no que importa!
Existe no entanto uma outra Maria, uma Maria de outro tempo que gosta de beijinhos na testa, de andar de bicicleta e comer gelados. É uma menina cheia de ideias a implementar, apaixonada pela natureza e adora passar tempo com a família e os amigos. Não larga os seus lápis de cor e com eles idealiza mil e um projetos. Essa Maria também chega a ser adolescente e mesmo no meio da turbulência que é a mudança, continua fiel a si mesma, à verdade, às pessoas e ao amor. É difícil crescer, a Maria sabe disso, mas tem consigo as pessoas perfeitas para a acompanharem nesta jornada. A Alice e o Pedro, os melhores amigos que alguma vez já existiram à face da Terra.
No meio delas vive o tempo. Contudo, um amigo de sempre pode fazer com que ele pare e aí será hora de pensar: Quem sou? Que caminho quero seguir? Por quem quero chamar?
Este livro é um lembrete para todos nós que crescemos e nos esquecemos da espontaneidade que temos enquanto crianças, na facilidade que temos em gostar, em sentir e ser. Este livro lembra-nos que crescer não implica levarmo-nos totalmente a sério. Porque a linha de tempo, ainda que cruzada, é apenas uma e nós somos uma só personagem e uma só história.
A Rafaela gosta de brincar com as palavras. E com elas leva-nos para mundos fantásticos, ou como ela diz “….viajamos sem sair do lugar.”
Tem já uma marca própria de escrita e cada texto seu seduz-nos para novas e mais leituras. A alegria e a ironia divertida, pinceladas nos seus versos, proporcionam-nos, de facto, diferentes emoções, enquanto os lemos.
(...)
“A imaginação é mágica”, diz a autora…
Convido, então, todos os leitores, pequenos e graúdos, a deixarem-se envolver pela magia contida nos versos deste livro. Às crianças, em especial, peço que se deixem contagiar pela paixão da Rafaela pelo processo criativo e que escrevam, também, os seus livros mágicos!
Parabéns, querida Rafaela!
“Uma grande pitada de diversão, uma enorme dose de amor e algumas panelas com doses qb de produtos saudáveis são o mote deste livro de Benedita Stingl, que promove junto dos mais novos o gosto pela culinária e por hábitos de alimentação saudável. E agora é só vestir o avental e colocar o chapéu de chef, porque as receitas são para ser partilhadas por graúdos e
miúdos… Bom apetite!”
Avelina Ferraz
editora
Esta é a biografia de uma menina que se tornou mulher/poeta. A maior de Portugal.
Vejamos e tentemos perceber como a sua circunstância e o seu percurso influenciaram a sua personalidade e a qualidade da sua poesia.
De menina observadora, criativa e dona de tempos próprios à mulher sensível, crítica e inspiradora.
“Freixo Festival Internacional de Literatura (FFIL) assume-se como expressão de um território e concretização do arrojo.
Despojados de condicionamentos que, muitas vezes, a (falível) doutrina do estigma quer crer, o FFIL surge como iniciativa de um Governo Autárquico, e de um Município, que acredita na valorização da Cultura enquanto veículo de amadurecimento de uma comunidade, e argumento de promoção de uma geografia.
Freixo de Espada à Cinta, berço de Guerra Junqueiro, patrono do FFIL, assume-se como território de cultura, conhecimento
e saber. (…)”
In nota introdutória
Maria do Céu Quintas
Presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta
“Quando planeamos e projetamos cidades temos uma dupla responsabilidade: a responsabilidade técnica, naturalmente, mas também a responsabilidade do legado de conhecimento adquirido ao longo do nosso percurso.
Esta Gramática que agora ouso partilhar com todos, inicia-se com breves conceitos de âmbito do planeamento geral da mobilidade e respetiva rede ciclável para, posteriormente, se desenvolver, quase em forma de “cartilha“, em tipologias de percursos cicláveis e respetivos apontamentos de dimensionamento e recomendação para o seu mais adequado desenho no terreno.”
Paula Teles
A cultura neutraliza as diferenças!
As da origem, da formação, da convivência e as da partilha!
E neutraliza tudo a partir da altura em que um ser, exactamente como eu ou como o leitor, teve consciência da morte como destino final!
Consciência que o transformou num humano, por saber entre outros a partilhar tal conhecimento!
Mas poder saber e sentir como os demais é também o caminho da empatia, a capacidade de cada um se poder colocar no lugar do outro e saber sentir como ele!
Esse é um mundo onde a informação tem pouco valor, por ser a experiência a permitir encontrar o tempo e a palavra certa para se aproximar do outro, o que lhe partilha o espírito até sem ele saber.
E aqui se conta a estória de dois homens afastados pelo nascimento, pela idade e pela vida, mas amigos por entenderem e respeitarem a valia das memórias, tudo achado atrás da porta desbotada pelo sol, de uma casa onde nunca chovia.
Atrás da porta, um consertava relógios e o outro passava por ali!
“A Floresta das Avencas — Crónicas com Direito
e Avesso” é uma narrativa dividida em 16 textos — uma
introdução, 14 crónicas e uma conclusão.
Estes textos apresentam uma estrutura sequencial
com as mesmas personagens deslocando-se no espaço
e no tempo da ação como numa viagem, e estabelecem
um paralelo entre a infância associada ao nascimento,
parte brilhante, macia, vistosa e regular, e a doença e a
velhice associadas à morte, que correspondem ao lado
contrário, o “avesso” da vida.
O formato “crónica” permite não só a leitura linear
como uma leitura fragmentada e salteada. A narrativa
que as une transforma-as num romance dividido em
pequenos contos.
“A Floresta das Avencas — Crónicas com Direito
e Avesso” reflete também sobre problemas atuais,
relacionados com a solidariedade, a educação, os cuidados
de saúde, numa sociedade em desagregação e na total
ignorância do Outro.
Aos 59 anos rendeu-se à recém nascida Maria Benedita, sua
neta. A partir daí, embalado pelo encantamento de lhe pegar
ao colo, de a adormecer e de a ver sorrir e crescer, Franchini resolveu,
com a maturidade cúmplice de avô e com a inerente sabedoria,
experiência e tranquilidade de quase seis décadas, (...)
E assim nasceu a ideia deste livro a que se juntaram, a convite
do António Franchini, outras interpretações ilustres aos seus
desenhos, com textos e poemas de gente boa e amiga do avô
babado e feliz, que vai vendo e saboreando todos os dias este
amor em constante crescimento.
“Isaura Lopes, nascida no seio de uma família rica na fictícia aldeia transmontana de Montes Verdes, inicia o moldar da sua personalidade aos 14 anos quando o presente de um familiar distante lhe desperta o interesse pelos livros e pelo conhecimento. O destino fê-la professora. A narrativa inicia-se no ano de 1937, num Portugal recôndito, relatando a vida numa aldeia regida pelas leis das tradições vividas na época. A história tem três personagens centrais: a professora, regente numa escola primária do Estado Novo, um jovem acordeonista ladrão que se vê obrigado a instalar-se com a família numa aldeia desconhecida para fugir do seu passado e a sétima filha de um casal de agricultores, cedida pelos pais para ser criada por familiares, e que cresceu no meio da abundância sob a opressão de uma madrinha controladora e lunática. Os infortúnios e motivações de uma professora deslocada do seu tempo são a força motriz da narrativa, baseada nas tradições de um Portugal rural e antigo, onde as personagens que se cruzam com os protagonistas são o espelho de um país que já não existe, mas cujos ecos ressoam até hoje.”
More info →"Tudo precisa dos nossos cuidados. Quem cuida do ambiente garante que a vida correrá sem prejuízos e assegurará o futuro. Quem cuida das amizades tem o maior tesouro que jamais ninguém pode possuir.
Mas, para isso tudo, é preciso algo muito importante: humildade e simpatia para sabermos escutar e compreender. A simpatia permite-nos sofrer com os outros e também gozar com eles. A humildade permite-nos aprender com a sabedoria dos demais.
O abutre deste conto não tinha qualquer humildade. Era, sim, muito soberbo. E, nomeadamente, era ignorante, porque era vaidoso. Por isso, não podia ter amigos, nem podia aprender o que os outros sabiam. Era rejeitado pelos seus congéneres e não conseguiu suportar a verdade: a visão da própria imagem quando teve ocasião de conhecê-la."
In prefácio de Adela Figueroa Panisse
A curiosidade, o encantamento e muita diversão foram a reação do pequeno Tomás que assiste pela primeira vez ao circo na companhia de seus pais.
Palhaços, ilusionistas, malabaristas, trapezistas, homem-bala, surpresas, suspense, alegria, aplausos. Tantos.
Truques que tenta descobrir e emoções que o fazem brilhar. Cada número é especial e surpreendente. A magia do circo faz com que o seu coração bata mais forte e para sempre uma impressão agradável marcada pela grande viagem ao divertido mundo da fantasia. Mas tudo ficou diferente quando entraram os animais cabisbaixos às ordens de um homem a chicotear o chão com violência. Tomás ficou triste, pois tinha a certeza de que bastava os números espetaculares dos seres humanos e não era preciso os bichos para encherem o circo.
Esta obra, elaborada a partir da tese de mestrado em Direito do Trabalho e das Empresas, apresentada e defendida no ISCTE-IUL, debruça-se sobre a problemática da proteção laboral dos profissionais de espetáculo. A Lei 4/2008, de 07 de fevereiro, sujeita a posteriores alterações, veio definir o regime jurídico do contrato de trabalho dos profissionais de espetáculo e responder à reivindicação de um contrato de trabalho especial que pudesse ir ao encontro da especificidade da atividade artística e técnico-artística. (...) É esse trilho, sinuoso e labiríntico, que é percorrido nesta obra, que recorre também ao direito comparado, nomeadamente ao regime jurídico francês e espanhol, para apontar alguns caminhos. Sem se avançarem com certezas absolutas chegam-se, neste verdadeiro trapézio jurídico, a algumas conclusões que se tenta que cumpram, ainda que parcialmente, o objetivo proposto.
More info →Quem nos dera um novo tempo sem morte, sem ausência e sem saudade!
O PESO DOS PASSOS desperta em nós a conquista da imortalidade, e Benedita Stingl explora nele todas as consequências do maior sonho do homem, que só pode ser atingido através do amor.
Avelina Ferraz
(editora e produtora cultural)
Só o título, Ironia Circular, é susceptível de nos induzir a uma ampla reflexão sobre o seu profundo significado. A autora do livro dá uma ajuda: “Ironia circular é o gigantesco capital que move o futuro da humanidade e a faz girar como uma bola de cristal ou uma roleta, ditando a sorte do mundo actual”.
Deduzo que, para a Norma Pott, o homem não está confinado somente a um espaço, limitado por vicissitudes e condicionalismos vários, mas a um tempo, que é o nosso tempo, e a uma realidade, que é a nossa realidade. E que tempo e que realidade são esses?
Perguntámos-lhe, ou seja, fomos ver ao livro e lá está: “...o grande dilema que apoquenta o século XXI é o terror do terrorismo alastrado à escala mundial… a banalização da morte sensacionalista no ecrã... e os constantes barcos [de emigrantes] afundados que lançam cadáveres flutuantes e sobreviventes de almas, irremediavelmente destruídas”.
Será erro crasso concluir destas palavras que a autora tem, da sociedade actual, uma visão catastrófica e irreversível. Nada disso. Para esta, deduzo eu, o importante é o modo como cada um de nós está no mundo dos nossos dias, a maneira como analisamos os acontecimentos que inquietam a humanidade e a capacidade que teremos para construir uma sociedade em dignidade e amor.
A mensagem que este livro nos pretende passar – sou eu outra vez a pensar – é muito simples: a vida não cabe dentro de simples esquemas e emoções, assim como o livre curso das ideias, não pode ser sustido por um simples dique que contraria, por regra, a frescura jorrante das águas. Estou com a autora quando escreve: “Amor e água, correntes constantes e omnipresentes na vida do homem”.
Muitas coisas imprevistas aguardam quem ler esta Ironia Circular. Uma delas é a organização dos capítulos que começa com A deriva dos continentes ou a Navegação à deriva, que nos traz à memória aquele prólogo do Evangelho de S. João: “No princípio existiu o Verbo... por Ele é que tudo começou e existiu”. E acaba com uma bela mensagem de esperança – A bom porto.
Excelente, o enquadramento que a Norma faz dos seus poemas com o texto central deste ensaio. O poeta, digo eu, não é um fingidor, como disse o outro, mas sim um liber-tador que tem o condão de saber abrir as portas do futuro: “Se eu escrevesse um sonho, talvez começasse por uma porta a abrir...” (Sonho, p. 43).
Este é um livro que vai cumprir a sua missão, porque vai dar que falar, não só pela actualidade do tema, mas também pela originalidade com que as ideias da autora são expostas. Para mim, esta obra, que aqui se apresenta, não constituiu uma surpresa total. Conheço a autora, há já uns anos, e sei dos seus dotes em poesia e prosa. Mas foi uma novidade encontrar um livro tão bem pensado e construído como é o caso de Ironia Circular.
Germano Silva
More info →O conto “A Fabulosa Galinha de Angola”, refere-se a um acontecimento inédito, “ O Congresso dos Pássaros de África”, realizado em Benguela, cidade costeira de Angola, conhecida pelas suas belas paisagens numa combinação de planaltos, colinas, vales e rios, tendo como uma das principais atrações turísticas as suas maravilhosas praias.
(...)
Para terminar, sintam-se também convidados para este congresso que nos acrescenta conhecimento e valores sobre temas atuais, como diversificação, inclusão, amor, vulnerabilidade, fidelidade, proteção e preservação das espécies e seu habitat, não discriminação, biodiversidade, alterações climáticas, entre outros, apelando ao papel dos investigadores, biólogos, ecologistas, e exaltando o importante papel do Homem nestes processos.
Elias nasce e cresce numa pequena aldeia do interior de Moçambique,
tem por companheiro de brincadeiras Tobias, um leão
nascido no mesmo dia e hora....
A vida corta-lhe o fluir dos dias felizes, quando de súbito perde
a mãe e tem de se separar do seu grande amigo Tobias. A proximidade
da sua casa com o rio trouxe-lhe a visita indesejada da
mosca negra, cuja picada provoca a cegueira e é na sua aldeia,
sem médicos nem hospital, que Elias começa a perder a visão.
No entanto, a vida é dádiva que vale a pena descobrir como vai
acontecer e acontece de forma positiva quando encontramos no
caminho quem espalha magia....
« A cor vermelha: esta obra é composta por dois contos, “Mercadoria” e “Estádio”.
No primeiro conto o leitor pode acompanhar um episódio da vida de uma escritora, que não esquece o encontro com leitores que muda completamente o (seu) quotidiano.
No segundo conto o leitor pode acompanhar um episódio da vida da selecção portuguesa de futebol feminino, uma equipa que será capaz de passar por momentos e peripécias como nenhuma outra.
A cor vermelha é uma obra que parece parte de uma espécie de tabela na qual a paixão e a violência surgem representadas pela mesma cor.»
A cor e a palavra – criatividade e subjetividade de estilos em arte visual é um livro onde a inquietação do pensamento sobressai, onde a impossibilidade das respostas circunscreve-se à individualidade e subjectividade e onde a memória organiza e esquece o que visiona. A arte visual, refém dos sentidos, emerge neste livro como uma antecâmara da consciência.
A liberdade e a criatividade, veículos do pensamento criadores de estilos visuais, ao exteriorizarem a perceção do executante entregam ao mundo novos elementos de compreensão.
Estes novos elementos são visionados na imagem de cada trabalho visual (quadro) exposto nos quatro capítulos em que se divide o livro - “Cores de um movimento perpétuo”, “Quadrologia de vermelhos e azuis”, “A Searica” e “Pensamentos”.
Fernando Messias
Aquisição através do endereço geral@novembro.pt
More info →
“Edmar é um menino como todos os meninos: sonha de olhos
bem abertos, para um dia, quando for crescido, cultivar em si
um bocadinho de todos os sonhos da infância. Onde quer que
estejamos, os pontos cardeais serão sempre os mesmos, por
isso, só temos de ter a coragem de dar a volta ao mundo, ainda
que seja com os pés “pregados ao chão”; o sonho comanda
a vida e é na nossa vontade de ir sempre mais longe que está
a esperança de um dia sermos MAIORES! E não se esqueçam:
NUNCA, NUNCA É TARDE PARA SONHAR!”
O António é um lutador, que conseguiu o grande feito de ter crítica para encontrar forças na adversidade, mesmo considerando injusta a realidade, mergulhar nela e vivê-la o melhor que pode e sabe.”
Maria do Carmo Leão
“Mais uma vez o meu amigo Luís ousou dizer-se para que o possamos receber e reconhecer.
(…) O Luís gosta de se dizer. Isso é muito bom.
Esforça-se muito para se entender a si mesmo, o que é saudável. (…)
Estamos, pois, perante mais um exercício que, quando lemos estas páginas, nos enriquece também a nós. Aqui também o podemos entender com mais verdade. Amar a sua pessoa, com toda a riqueza da sua alma.”
Pe José Luís Borga
“Parabéns, Luís! Coragem para continuar a remar neste mar agitado do ‘teu-nosso’ mundo, e que os ‘remos’ que vão surgindo te ajudem a navegar até à meta!”
Alberto Mendes
A cor vermelha: esta obra é composta por dois contos, “Mercadoria” e “Estádio”.
No primeiro conto o leitor pode acompanhar um episódio da vida de uma escritora, que não esquece o encontro com leitores que muda completamente o (seu) quotidiano.
No segundo conto o leitor pode acompanhar um episódio da vida da selecção portuguesa de futebol feminino, uma equipa que será capaz de passar por momentos e peripécias como nenhuma outra.
A cor vermelha é uma obra que parece parte de uma espécie de tabela na qual a paixão e a violência surgem representadas pela mesma cor.
“Parecemos dois pássaros pousados nos cabos da linha eléctrica, a olhar o mundo e as gentes sem que nos vejam vê-los passar. Somos só nós, dois pássaros em silêncio”
More info →Naquele prédio viviam muitos animais diferentes. Na forma de ver o mundo e no seu jeito particular de entrarem nas vidas uns dos outros. Jorge, o sapo oculista, curioso e observador, gostava de ajudar todos os animais do prédio, atento ao passar dos dias, sem nada lhe escapar.
Conheceu Madruga, a tartaruga voadora, que lhe aterrou em cima durante um passeio no parque. E tudo mudou para a tartaruga que voltou a conquistar o seu espírito aventureiro. Ficaram amigos apesar de todas as diferenças. Um sapo oculista, chamado Jorge, e uma tartaruga voadora, de seu nome Madruga.
E existe maior riqueza do que a diferença que nos une a todos?
Este livro que tens nas tuas mãos contém um autêntico tesouro literário, uma peça teatral formosa, atraente, moderna, singularmente poética.»
José Cañas Torregrosa
«Este livro é um desafio. Um desafio entre o eu e o outro, entre a esfera do íntimo e do partilhado (…), entre o amor e o horizonte do amor.
(…) Moncho Rodriguez apresenta-nos um texto que percorre perguntas múltiplas sobre um tempo onde nos inventam, antes mesmo de começarmos o nosso próprio invento.»
Pompeu Miguel Martins
«“Beatriz e o peixe palhaço” (…) trata-se de uma fábula sobre a liberdade, a intolerância, a falta de respeito às diferenças e sobre a incomunicabilidade. Beatriz é uma garota que se transforma a partir das suas fantasias com um peixe, preso dentro de um aquário.»
Ronaldo Correia de Brito
Uma trama enquadrada nos problemas comuns da classe média a tentar superar dificuldades.
Estão patentes desafios de projetos construtivos, sustentabilidade e abertura de cooperação entre entidades autárquicas, de saúde comunitária e educação escolar, num zoom do interior alentejano. A narrativa é atravessada pelo enigma do desaparecimento de uma orfeonista numa digressão a países da América do Sul, regressada anos depois, graças ao seu filho ter vindo estudar Ciências Farmacêuticas para Lisboa e apostar continuar em Portugal. É notado o esforço de adaptação de Flor ao trabalho e retoma da fonética e expressão linguística, após anos de uma vida tão longe e diferente. A dada altura, desvendar o mistério de sua mãe torna-se o objetivo de Alberto que procura ajuda através de Rodrigo, antigo orfeonista que viveu o drama e agora o revive com todas as memórias e desmemórias…
“Este livro exibe um intertexto circular e andante, haurido na compleição erudita e no cuidado de cavar fundo o chão de cada lugar. A conjugação de Regina Correia, lúdica e telúrica, lembra-me uma concha. Não só por rumorejar o mar e se quedar inerte, mas por sugerir uma turbante de sedimentos.
Filinto Elísio
(poeta)
No princípio era o Verbo, a palavra fundadora e criadora do entendimento entre os homens. O princípio deste livro é o Lugar, o espaço de pertença de todos e cada um, não importa a sua situação geográfica, política, social, económica, religiosa. As fronteiras não existem na Conjugação dos Mapas.
Anabela Almeida
(professora e investigadora)”
“Este é um conto que fala sobretudo de amor e de esperança. (...)
Baseado em factos reais, vividos na primeira pessoa, faz uma alusão extraordinária a tudo o que o amor traz, desde os seus desígnios e as formas misteriosas de se mostrar, às enigmáticas e criativas formas de expressão, numa série de pensamentos díspares e originais que nos fazem ficar presos à narrativa pelo fascínio com que o autor se despe perante a sua própria essência.”
In prefácio de Andressa Marques Freitas Oliveira
“Sentires especiais” não é apenas um livro que fala de emoções, é um relato na primeira pessoa de uma jovem que nasceu com Paralisia Cerebral e que tem lutado pela inclusão na sociedade, contra o estigma, o preconceito e a indiferença."
More info →“O romance Súbria – A Fuga descreve uma aventura em que a capacidade de superação e a coragem são as características dominantes. Embora o seu enredo se desenrole num cenário resultante de uma catástrofe global, não se enquadra no tipo de romance apocalíptico/fantasista, onde a imaginação conduz o leitor para o irreal. Procura descrever homens e mulheres comuns, forçados a sobreviver num mundo que retrocedeu séculos. (...) Por culpa de ambições e devaneios desmedidos, o Ser Humano viu-se à beira da extinção após uma enorme calamidade global provocada por armas, tecnologias e doenças resultantes de experiências científicas mal-sucedidas. Vastas áreas da Terra tornaram-se estéreis e desabitadas. (...) Para os descendentes dos que sobreviveram, resta uma oportunidade de recomeço e de edificar um mundo onde os erros passados não sejam repetidos. Um mundo em que os homens possam prevalecer pela capacidade de construir e não de destruir.
Mas os erros repetem-se…”
"Procópio é um indivíduo franzino e levemente careca. Tem pernas tortas e ligeiramente peludas. Ventre não muito proeminente. Há uma luta entre as calças e o ventre, que dá origem a um tique constante.
O amigo Luís é alto e magro, culto, com uma licenciatura em Letras e professor de Germânicas."
(…) Os bichos, um a um, foram tombando. Tão acossados e tão necessitados de sobrevi-ver, tombavam afinal ao fogo dos caçadores, que coleccionavam as pérolas como dinheiro caro, punham-nas em guarda-joias, vendiam ou trocavam por casas melhores. Lentamente, os bichos rareavam mais e mais e os caçadores buscavam-nos nas miudezas da lonjura, nas miudezas da paisagem, caçando-os avidamente, alarves sempre de mais pérolas. Alar-ves e tornando-se mais impacientes, confusos. Era uma avidez aflita. (…)
Valter Hugo Mãe
In “Monstro”
“… E a neve caía, caía,
e quanto mais anoitecia…
… E a neve caía, caía,
e quanto mais escurecia…
…e ela caía, e caía,
e quanto mais o frio fazia!...
…e ela, a neve,
com passinhos de veludo
ia cobrindo tudo…”