“… E a neve caía, caía,
e quanto mais anoitecia…
… E a neve caía, caía,
e quanto mais escurecia…
…e ela caía, e caía,
e quanto mais o frio fazia!...
…e ela, a neve,
com passinhos de veludo
ia cobrindo tudo…”
“Este livro exibe um intertexto circular e andante, haurido na compleição erudita e no cuidado de cavar fundo o chão de cada lugar. A conjugação de Regina Correia, lúdica e telúrica, lembra-me uma concha. Não só por rumorejar o mar e se quedar inerte, mas por sugerir uma turbante de sedimentos.
Filinto Elísio
(poeta)
No princípio era o Verbo, a palavra fundadora e criadora do entendimento entre os homens. O princípio deste livro é o Lugar, o espaço de pertença de todos e cada um, não importa a sua situação geográfica, política, social, económica, religiosa. As fronteiras não existem na Conjugação dos Mapas.
Anabela Almeida
(professora e investigadora)”
O Senhor Silêncio é um livro infantil, mas abrangente a todas as idades, com uma componente poética e simultaneamente, didática. São 3 histórias, cuja personagem central é o Silêncio e sua importância na música, como forma de interiorização, de disciplina, de poesia e imaginação.
“… O Senhor Silêncio era muito grande, tão grande que se esticasse as duas mãos, tocava no céu… adorava música e logo que a ouvia, abria os seus longos braços como se estivesse a abraçá-la. Depois fechava os olhos e parecia que entrava dentro dela. Ninguém melhor que ele a conhecia tão bem, pois como estava sempre em silêncio, conseguia ouvir coisas que mais ninguém conseguia...”.
O Silêncio é uma espécie de segredo que se guarda carinhosamente no bolso, sem deixar cair. Dar-lhe a mão, é uma oportunidade, independentemente, de se ser criança ou adulto.
Nota da Autora
Há dias que escrevo só notas,
outros dias notas e texto,
outros, só texto.
Eu respeito o vírus, sou educado com o vírus,
mas não sou subserviente.
Joaquim Jorge
More info →A História do JornalVERIS…
Antes de realmente nascer, já começara a conceber-se em setembro/outubro de 2008 – quando o jornalista André Rubim Rangel (ARR) recebeu o desafio de fundar e dirigir um jornal de Paranhos, a partir da paróquia de S. Veríssimo (desta freguesia portuense), que se constituiria como «Editor». Após ter aceitado, nas condições negociadas com o pároco, toda a sua máquina estrutural e laboral foi sendo preparada para que, em 24/01/2009, conhecesse a luz do dia. A data escolhida não foi ao acaso: pois este é o dia/mês do patrono dos jornalistas e escritores, S. Francisco de Sales. A cerimónia festiva do lançamento oficial, com vários artistas presentes, teve lugar no auditório da Universidade Portucalense (Porto). É indubitável a grande ligação e paixão do jornal ao Porto: cidade onde nasceu, onde cresceu e onde ‘morreu’ (até ‘ressuscitar’, de certa forma, neste livro que ficará para a prosperidade).
Ora nessa fase de preconceção, a comunidade local foi convidada a sugerir um nome para o título do periódico, bem como a escolher um logótipo dos três propostos – então criados para o efeito. Quanto ao título, em que os interessados iam colocando as suas sugestões numa urna própria, o que reuniu maior consenso foi este mesmo pelo qual sempre se conheceu: «VERIS», de Veríssimo, o padroeiro local. Do latim verus-is, significa ‘verdadeiro’. Portanto, o dativo e ablativo veris é “aquele que busca/procura/ama a verdade”. Daí a razão do primeiro logótipo incidir na cor do encarnado escuro, simbolizando o ‘sangue’: visto que S. Veríssimo foi um mártir e morreu defendendo a verdade.
More info →“MARIA (Baixando a voz) — Estou sempre a lembrar aos meus filhos que não se chora em frente aos polícias. Nem se mostra medo.
SOPHIA — Faço o mesmo e desta forma os fortalecemos e nos fortalecemos. Imagine que um agente foi dizer a uma tia minha que eu era perigosa…
MARIA — Perigosa? Porquê?
SOPHIA — Porque lhes dava informações falsas quando estava ao telefone.
MARIA — A sério? Como?
SOPHIA — Esperavam eles o quê? Que fosse estúpida e não soubesse que me escutavam as conversas? Como me divirto a dar-lhes pistas falsas.
MARIA — Só a Sophia me faria rir agora! Que maravilha!
SOPHIA — Pequenas vinganças que me vêem à ideia, vivendo e aprendendo.”
“E se fossemos convidados a entrar no mundo de Joãozinho?!
Um universo encantado, recheado de surpresas.
Joãozinho nos convida a simplificar a vida, ver o mundo com outros olhos.
E é com o seu olhar curioso que dirigimos o seu carro mágico a procura de novas aventuras. Afinal Joãozinho é um sonhador... um super-herói; um cantor; um mágico; um malabarista; um futebolista; um dançarino; um bombeiro... ele é um pouco de tudo que ainda será... se quiser é claro!”
Tony Tcheka é um dos principais escritores da Lusofonia.
Este seu novo livro, composto por 4 contos, Pekadur di Sambasabi, Manito o Patriota, Camarada Melhor Amanhã e Excisadas na Flor da Idade, é um verdadeiro contributo para o acervo da História, da Cultura e da Língua Portuguesa.
Assistimos, durante a leitura, a um entrelaçamento de culturas; aprendemos com os dialetos, as lendas, as tradi-ções e os costumes, desta narrativa histórica contada, que nos adverte para o quanto é necessário “pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”, tal como Hérodoto visionou.
Tony Tcheka é um profundo conhecedor da História e das estórias de homens e mulheres que sendo escravos da sua identidade, se tornam vítimas fáceis da ignorância, do medo e da ganância.
Como se fosse pouco, confere aos seus textos um embelezamento semântico e sintático, numa requintada criação literária.
Nota da Editora
Este livro resulta do Concurso Bolsas Criar Lusofonia, promovido pelo Centro Nacional de Cultura, com apoio do Ministério da Cultura/Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas de Portugal.
More info →
Este livro infantojuvenil é dedicado ao poeta Maiakovski, que escreveu, também, peças de teatro satíricas, guiões de filmes e panfletos. Tendo perdido o pai muito cedo, com a famí-lia deslocou-se para a capital russa, onde prosseguiu os seus estudos, iniciados na cida-dezinha natal, onde se integrou no meio cultu-ral. Porém, aos 15 anos, seria preso por cons-pirar contra o czar. Na cadeia escreveu os seus primeiros poemas. A Nuvem de Calças e A Flauta de Vértebras, dos anos 1915-1916, são as suas obras mais salientes.
Os seus livros didáticos dedicou-os às crian-ças do mundo inteiro.
More info →Dizem que são os loucos que falam sozinhos. Mas como de médico e de louco todos temos um pouco, talvez quem fale consigo mesmo seja um louco à procura de cura. Às vezes apenas à procura de sentido, um sentido para a vida, para a sua vida. Um sentido que nem sempre se encontra, ou talvez no fim dela, quando menos se espera, tudo faça sentido, sim.
O Homem que aqui vos fala, é um homem inocente, solitário, porque o percurso de to-dos nós, quando buscamos o sentido que a vida tem, é sempre feito sozinho.
"A viagem do Toninho até Lisboa, até Amsterdão, até Londres, até chegar ao Variações começa lá atrás, bem no seio de uma família nortenha, plena de interioridade e verticalidade, de música e folclore, de um Minho verdejante e latente.
Numa viagem pelas dores de crescer e pelas músicas autobiográficas, uma memória no tempo, um rasgo de crescimento, um horizonte fecundo.
Este livro, hoje, para que a indiferença e o esquecimento não atraiçoem a importância de alguém que viverá na nossa memória coletiva, renovada ao longo das novas gerações pela música e pela sua singular forma de ser."
Na sua primeira visita à África Subsariana, em 26 de julho de 2007, o Presidente recentemente eleito da República Francesa, Nicolas Sarkozy, fez um discurso dirigido à “elite da juventu-de africana”, na Universidade Cheikh Anta Diop, em Dacar, no Senegal. Este discurso (conhecido para a posteridade como o “Discurso de Dacar”) suscitou inúmeros comentários em África, mas também na Europa, sobretudo em França, e muito em particular, entre os historiadores.
Na realidade, este discurso, segundo a ótica de muitos, está marcado por um amplo conjunto de imagens estereotipadas e representações generalizadas de África e dos africanos
Não nos querendo, contudo, substituir ao juízo de valor que cada um fará e, muito menos antecipar conclusões, apraz-nos apenas questionar à semelhança de Mbem (2007: 25):
Quantos daqueles que criticam o Discurso de Nicolas Sarkozy o leram verdadeiramente?
“E se os móveis e os objetos tivessem sentimentos?
E se conseguissem ouvir as conversas, brincar como crianças
felizes ou entrar no mundo dos adultos para poderem contar
aos outros as suas vidas?
Será que dentro de cada casa alguém os olharia com outros
olhos?
E se, de repente, nós, as pessoas, fossemos apenas vigilantes
do tempo?
Vamos ouvir o que estas estórias verdadeiras têm para nos
contar?
No fim, daremos talvez a cada móvel e a cada objeto que fez,
faz e fará companhia às nossas vidas, a importância das vozes
que, em silêncio, ficarão para sempre connosco.”
Benedita Stingl
Uma criança curiosa, uma caixa e…um mundo inteiro por descobrir, com a ajuda de um velhinho.
Viajando por lugares distantes e tão diferentes, estas duas personagens perceberão que nem tudo é garantido e que há realidades tão diferentes umas das outras e, especialmente, da nossa.
Lugares e pessoas que estão longe ou, no final de contas, mais perto do que imaginamos.
E uma amizade improvável, mas encantadora, entre uma criança e um velhinho.
Por fim, uma pergunta que não cala: como se ouve um pensamento?
Esta é uma história para as crianças ouvirem, mais do que lerem, promovendo a partilha intergeracional. Reflete sobre os Direitos das Crianças, sobre a relação entre a Infância e a Terceira Idade, sobre o mundo que nos rodeia.
Uma história mágica, mas tão real.
"E assim, o verdadeiro confronto ocorre quando o Homem não desiste de si mesmo e assume, por sua própria decisão, a possibilidade de estabelecer o derradeiro e grande combate, a situação limite que o pode levar a conhecer o sentido da vida."
Carlos Lopes
Olá, meninas e meninos!
Vamos preencher fichas e atividades, promover ideias e
projetos?
Olá, professores!
Com este manual, pretendemos estabelecer objetivos
concisos, ensináveis e avaliáveis para cada ano de escolaridade;
Dar liberdade ao professor na seleção das estratégias
de ensino adequadas a esses objetivos.
Boas aulas e boas lições de Matemática!
Avelina Ferraz - Editora
Olá, meninas e meninos!
Vamos preencher fichas e atividades, promover ideias e
projetos?
Olá, professores!
Com este manual, pretendemos estabelecer objetivos
concisos, ensináveis e avaliáveis para cada ano de escolaridade;
Dar liberdade ao professor na seleção das estratégias
de ensino adequadas a esses objetivos.
Boas aulas e boas lições de Matemática!
Avelina Ferraz - Editora
Este livro narra a história de Hak Ja Han Moon, uma mulher coreana que lidera um movimento internacional e inter-religioso pela paz, a Associação das Famílias para a Unificação e a Paz Mundial - AFUPM, Universal Peace Federation, e várias outras associações pelo mundo todo, depois de suceder ao seu marido, o Reverendo Sun Myung Moon, após a sua morte, em 2012.
A sua jornada levou-a para uma vida de sacrifício, perseverança e de devoção a Deus e a toda a humanidade. Tem uma história de vida nobre e comovente; é a história de uma menina de uma aldeia coreana, de um país em guerra, que respondeu ao chamado de Deus para se tornar a Mãe da Paz.
More info →Esta obra é composta por dois contos, Tesouro e Contrato.
No primeiro conto o leitor pode acompanhar um episódio da vida de um agricultor, que não esquece a riqueza e o apelo da terra cultivada.
No segundo conto o leitor pode acompanhar um episódio da vida de uma investigadora, que deixará de trabalhar na biblioteca devido a uma série de situações que não controla.
A Cor Azul é uma obra que parece parte de uma espécie de tabela na qual a tranquilidade e a tristeza surgem representadas pela mesma cor.
More info →«(…) com este Relógios sem Ponteiros – um título a lembrar um filme do Bergman – e a maravilhar-me, desta vez, com a sua prosa.
Há aqui textos que me apetece dizer em voz alta, pôr em cena, partilhar.
Uns, mais ansiosos, caminham ao ritmo de uma toada de afazeres. Outros, mais cautelosos, parecem mergulhar no nosso íntimo. O Congresso e Botão Armado abrem o livro. A leitura passa a ser uma emergência. Até à última palavra.
Gosto de livros, mas não sei escrever sobre eles. Mas gosto de os discutir, particularmente os que nos questionam e nos convocam para diferentes leituras. E gosto daqueles que me proporcionam imaginar como resultariam em teatro. Ou em cinema. E gosto de contos. E de textos curtos. E este novo livro Relógios sem Ponteiros é um pouco de tudo isto, escrito com sensibilidade, generosidade e inteligência.
Relógios sem Ponteiros volta a ser, também, um livro de amor, “para escrevermos amor em beijos secretos bordados na penumbra”.
Há encontros, desencontros e esperas, “um chá ocasional adormecido em biscoitos”. E memórias, muitas memórias. Há tanta sinceridade nestes textos.
Vou ler novamente. Ao som de um vinil. Dos Beatles, talvez.»
In prefácio Relógios sem Ponteiros
Mário Moutinho (Ator)
O convite para um chá e conversa, num dia frio e chuvoso, acabou por se tornar num caso muito sério de solidariedade.
De descoberta em descoberta as fragilidades ficaram visíveis e as feridas, de cada uma, expostas na sua crueza e na dolorosa quotidiana dureza.
Quando assim acontece percebemos quanto tempo é desperdiçado nas minudências, nas vaidades inúteis, nas incompreensões e o desgaste causado pelos sentimentos menores que não trazem nada de positivo.
Foi esta a conclusão a que chegaram as protagonistas desta história.
No final do Chá da Joaninha todas perceberam como unidas seriam muito mais fortes e, apelando à inteligência, como seria mais fácil descobrirem as aliadas fraternidade e solidariedade.
Afinal estes eram os ingredientes em falta no início daquela tarde.
A Curadoria Geral dos Serviçais e Colonos foi uma instituição criada em 1876 para fazer a transição dos termos de gestão da mão-de-obra escrava para a serviçal, quando foi “abolida” a escravatura nas ilhas de STP. (...)
Odiada por uns e enaltecida por outros, a Curadoria serpenteava entre tratar os serviçais com mãos duras, ao mesmo tempo em que procedia à fiscalização da actuação dos patrões e dos seus administradores face aos mesmos.
Propusemo-nos estudar a referida instituição colonial entre
1875, data da sua implantação nas ilhas, e 1926, altura em que
o poder colonial, como resultado do Golpe de Estado de 28 de
Maio, endureceu a sua posição em S.Tomé e Príncipe. A nomeação do Governador Junqueira Rato em Julho de 1926 é um marco de passagem para uma nova fase das relações coloniais, fossem elas com os nativos ou com os serviçais, cuja subalternização se tornou mais aguda nas ilhas.
Através dos olhos do Afonso e do seu irmão Diogo, vamos perceber como vivem duas crianças uma mudança de país no início do Séc. XXI e como se adaptam e gerem esta mudança e a saudade, tão típica portuguesa!
Estamos habituados a ouvir os adultos falar das suas experiências de emigração, mas nunca ouvimos as crianças! Vamos ouvir então o que o Afonso nos tem para contar sobre a sua vida noutro país e as conclusões a que chegou sobre esta experiência!?
Vem, vem adivinhar para que país eles foram com os pais e conta aos teus colegas e amigos(as) também a tua experiência de emigração e as tuas aventuras de vida no estrangeiro!
O Afonso percebeu que o Mundo é a nossa casa!
E tu, o que achas?
Au travers des yeux d'Afonso et de son frère Diogo, on comprendra comment deux enfants vivent un changement de pays au début du 21ème siècle et comment ils s'adaptent et gèrent ce changement et cette «Saudade» si typique du Portugal!
Nous avons l'habitude d'entendre les adultes parler de leurs expériences d'émigration, mais nous n'écoutons jamais les enfants! Alors écoutons ce qu'Afonso a à nous dire sur sa vie dans un autre pays et les conclusions auxquelles il est parvenu à propos de cette expérience !?
Viens, viens deviner dans quel pays ils sont allés avec leurs parents et parle également à tes amis de ton expérience d'émigration et de tes aventures à l'étranger!
Afonso s'est rendu compte que le Monde est notre maison!
Et toi, qu'en penses-tu
«Uma bela história de amor e ternura onde uma criança se vê confrontada com um drama ainda tabu na sociedade. E só a imaginação de Solilua (é esse o nome do menino da história) lhe consegue dar um desfecho feliz!»
Olinda Beja
"O eco das minhas pátrias representa a onda sonora
da língua portuguesa que se propaga no mundo. Contudo,
este livro é muito mais do que a reflexão do som que
retorna à origem depois de ter soado noutros lugares.
Ele assume-se, verdadeiramente, como a essência de um
povo humanista e universalista que ousa receber e dar.
O eco das minhas pátrias é Portugal no mundo. É
Porto de Graal, mas é também a primeira grande vaga de
globalização, assinalada pelos descobrimentos e é, ainda, a
miscigenação, a tolerância e o respeito com que abraçamos
os povos. É exaltar Camões, Fernão, Pessoa,
Torga e Junqueiro. É peregrinar e voltar a casa!”
“Neste livro de contos, o autor expõe a sua
perspetiva – particularmente atenta e, por vezes, irónica –
da sociedade, socorrendo-se de um conjunto diversificado
de pequenas narrativas, essencialmente inspiradas na
observação constante de tudo aquilo que o cerca. Assim
nasceram, verdadeiramente, os “Contos do campo e da
cidade com uma brisa do mar”. As particularidades de alguns
quotidianos, rurais e urbanos, as especificidades de algumas
atividades, profissionais e outras, bem como o carácter
multifacetado das fecundas relações humanas, terão estado
na génese dos diversos enredos aqui apresentados, recheados
de personagens cativantes, movimentando-se em contextos
singulares, alguns deles porventura surpreendentes.
Estórias de aventuras e desventuras, de encontros e
desencontros, de amizades serenas e de paixões desmedidas.
Portugal (também) é isto. Lugares, rostos e vivências, a
enriquecerem cada um dos dias das nossas vidas. Saibamos
aproveitar tal benesse. Nunca será tarde para o fazermos.”
“É um facto que milhares de pessoas oriundas da China, do Vietname, de Cuba, entre outros países onde imperava o comunismo, estão hoje espalhadas pelo mundo, a sua maioria nos EUA. Foi de forma agonizante que deixaram os seus países de origem, ou os países onde viveram durante vários anos. Foi sobre esta gente que eu decidi escrever. Vou tentar transmitir, da forma mais real possível, os factos que me foram relatados por pessoas que viveram na pele, essa traumática experiência.
Maria Alice Gouveia”
Este livro é o relato de uma vida profissional, e de algum enquadramento pessoal, de uma jornalista que esteve mais de trinta anos na RTP, onde viveu a infância, a juventude e a idade adulta, com uma profissão dinâmica e de grande entusiasmo.
Uma carreira feita quase sempre em ligação à atualidade, à pesquisa e a grandes programas, apresenta¬dos por jornalistas de referência, que tratavam temas e entrevistavam personalidades relevantes.
Não é uma história feita de ribalta. É o relato corrido de memórias de quem viveu no mundo televisivo e nele se desenvolveu, achando que tinha coisas para contar e que podem interessar.
Um testemunho directo e sem pretensões excessivas.
More info →A tranquilidade da Magrafalândia foi interrompida com a chegada da lagarta que, aflita, procurava o que a sua rainha tinha perdido, e acabou por estragar os campos de flores, o alimento dos magrafos.
O rei da Magrafalândia, pouco capacitado para a resolução de problemas difíceis, envolveu os guardas e outros magrafos na ajuda à lagarta, que ameaçou estragar mais canteiros.
No final, todos ficaram contentes. A lagarta regressou a casa com o que procurava e o rei, todo vaidoso, elogiou o seu próprio trabalho como se fosse ele o principal responsável pela descoberta.
O discurso com que termina a peça de teatro está cheio de palavras atrapalhadas com que o rei brindava sempre os seus ouvintes, para desgosto da rainha, sua mulher.
More info →Viajar faz bem!
A história das viagens começou com os meus pais. A vonta¬de de ver mais foi crescendo e ainda não parou. Agora, quero conhecer o Mundo.
Fui começando a planear as minhas próprias viagens mas, geralmente, estas resumiam-se a meter-me num avião, conhe-cer uma cidade e voltar. Não é que não fossem boas (todas as viagens são). E implicavam planeamento, é certo! Era preciso organizar o tempo que tinha para os sítios que queria visitar e deixar espaço para aqueles passeios sem rota marcada, em que se vê e descobre tanto!
(….)
Temos de dar o braço a torcer. Ir ao Japão é entrar numa sociedade muito avançada no que diz respeito a educação, respeito e interação social. Os japoneses são extremamente simpáticos e educados, tentam ajudar em tudo o que podem, apesar da barreira linguística. Se estão 1 minuto a olhar para um mapa com ar de perdido, vem logo alguém ter convosco a oferecer ajuda. Se está a chover, vem alguém oferecer um guarda-chuva. Nunca vi nada igual e foi das minhas coisas fa¬voritas no Japão.
Ana Cláudia Rouquinho, in Diário de um Passaporte
More info →Jorge Carlos Fonseca já nos habituou a uma escrita impetuosa, de um ritmo fulminante de poeta. A Grua e a Musa de Mãos Dadas é mais um livro, cuja leitura nos remete para imagens e metáforas de extrema cognição incorporada, para mais enigmas do que certezas, sem preocupação que seja um conto ou uma história, o que o escritor escreve.
São textos cheios de leituras, cheios de referências e peso. Há uma ideia de crónica, de diário, de poema, tudo ao mesmo tempo...
Uma pérola que nos chega pelo Atlântico, desde a África Ocidental.
More info →Júnior é um rapaz do campo que vive na cidade. Otimista, altruísta e humilde, a vida corre-lhe bem, até ao momento em que, inesperadamente, se depara com uma grave doença que expõe a sua mortalidade e finitude. Como irá lidar com tamanho contratempo? Que caminhos, ações e pensamentos tomarão conta do seu corpo e mente? Entre reflexões de vida e morte e a busca pelo sentido das coisas, esta é a história de Júnior: intemporal e que questiona o que realmente importa.
More info →“(...) Alguns de nós, procuram no passado, explicações e razões para dificuldades presentes, como se a história dos individuas fosse linear, os processos desenvolvimentais pré-determinados e a sequência de acontecimentos uma inevitável escorregadela no tempo.
Outros olham para o amanhã, como se, lá, só lá, residisse o conhecimento, a sabedoria ou a verdadeira vida para viver. Projetam-se no futuro, no que irá acontecer, no que aí haverá de desconhecido e incontrolável. É no que virá e no que se antevê que centram todas as expectativas, todas as energias, todas as realizações ou, inversamente, todos os temores, incertezas e angústias.
Se, o engenho de que somos dotados nos permite esse exercício deslumbrante de organizarmos o tempo tridimensionalmente e de lhe darmos profundidade e espessura como se fosse uma zona de existência autónoma, o facto é que, quem existe, somos nós.
É em nós que habita o nosso tempo de significação.
Somos nós que usamos, como queremos e podemos o que foi e o que virá. Às vezes, como martírio, outras como fonte de exultação. (...) Um livro como este, que se chama ‘Tempo e Memórias em Psicologia’, onde se cruzam temas diversos, próximos daquilo que são algumas das teorias explicativas dos processos desenvolvimentais, é sobretudo um excelente pretexto para uma reflexão sobre a nossa própria identidade. Que vos seja útil!”
In prefácio
Isabel Pereira Leal
Professora Catedrática
ISPA – Instituto Universitário
Era uma vez uma terra onde os meninos de rua eram filhos do vento e filhos do sol. Era uma terra com vários pedaços de terra. Era uma terra com história. Era uma terra país.
Katxor de Rua conta a estória de uma cidade onde os meninos de rua têm medo do escuro e da solidão. Sem eira nem beira, as crianças daquela cidade são o rosto da agonia que habita os corpos flamejados de uma humanidade fracassada.
Esta estória integra o projeto literário e educativo, Estórias de Meu País, do autor João Fonseca.
É composto por cinco estórias infantojuvenis, resultado dos vários anos que o autor passou nas ilhas de Cabo Verde e das pessoas, paisagens e situações que ali encontrou.
O projeto surgiu em 2017, em colaboração com alguns artistas da Aldeia RabelArte, da Comunidade dos Rabelados de Espinho Branco. Em 2018, saiu o primeiro volume, As Tartarugas Também Choram, ilustrado por Sabino Gomes Horta. Seguiu-se Burro Carga-d’água, em 2019, em parceria com João Baptista (Fico), da mesma comunidade.
Além dos livros, o autor promove, junto de escolas, as atividades Fora de Portas do projeto Estórias do Meu País Inventado. Até 2020, deram origem a uma intervenção singular na vida cultural e educativa cabo-verdiana, envolvendo a promoção da leitura, da pintura e do teatro nas escolas do arquipélago.
Ao mesmo tempo, contribuiu para afirmar o trabalho dos artistas da Aldeia RabelArte. Com o regresso do autor a Portugal, a impossibilidade de continuar a trabalhar com os artistas da Aldeia RabelArte obrigou-o a explorar novas abordagens, mantendo a ligação estética a Cabo Verde e a África.
Katxor de Rua é um momento de viragem, assinalando a chegada do projeto a Portugal e o início da colaboração com novos artistas cabo-verdianos.
More info →“O FFIL, Freixo Festival Internacional de Literatura, reflete
o ideal que prosseguimos e a missão que nos cumpre,
enquanto Governo Autárquico fazedor e mobilizador de
causas.
A Cultura, enquanto instrumento de saber ao serviço
da comunidade, não pode estar subjugada a barreiras ou
a complexos.
Assim, com este evento literário, estamos a homenagear
um dos nomes maiores da literatura portuguesa, a sua
obra e o seu pensamento.
Estamos a revivê-lo e a integrá-lo num contexto nunca
aplicado, de forma continuada e arrojada: na comunidade
civil, na escola, junto de escritores contemporâneos, e,
neste todo, amplificamos o território e o Poeta.
Freixo de Espada à Cinta, também Terras de Seda,
projecta-se e mostra-se, como é próprio de um território
que não quer ficar adormecido.”
Maria do Céu Quintas
Presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta
2019-2020